Gengivoestomatite Crônica Felina
LEON-ROMAN, M.A. (2016)


Também conhecida como Complexo Gengivite Estomatite Faringite dos Felinos, a Gengivoestomatite Crônica Felina (GECF) é um processo inflamatório severo, levando à ulceração do epitélio oral, sendo uma doença altamente debilitante.

Como acontece a GECF ?

Qualquer pacientes, na presença de placa bacteriana, pode apresentar gengivite (inflamação da gengiva) em diferentes graus de velocidade e severidade do processo inflamatório. Porém, por razões ainda desconhecidas, os pacientes felinos com GECF apresentam, na mínima presença de placa bacteriana, uma exacerbada reação inflamatória.

Alguns pesquisadores sugerem relação com processos virais (Calicivirus, FIV, FELV) porém, muitos pacientes negativos para estas condições também podem apresentar a GECF.

O paciente com esta afecção apresenta lesões simétricas, levando à inflamação da gengiva e mucosas, podendo tomar toda a cavidade oral. Nos casos mais graves há, inclusive, proliferação de tecido gengival.

Felinos com GECF apresentam mau hálito, salivação intensa, sangramento oral e dor intensa durante a apreensão de alimentos, o que pode levar à recusa de ração, preferindo alimentação pastosa. Porém, com a piora do quadro, o paciente pode perder peso e ficar prostrado.

Tratamento

Em poucos casos, o paciente felino responde bem ao tratamento medicamentoso e manejo, consistindo em higienização oral diária e controle de placa bacteriana através de escovação dentária. Porém, por sentirem dor durante a manipulação da cavidade oral, muitos proprietários começam a sentir dificuldade nos cuidados caseiros, e com o acúmulo de placa, o processo inflamatório volta a piorar.

Logo, para melhor controle de placa bacteriana, uma das opções é a extração pacial, ou total, dos dentes presentes na região inflamada, uma vez que é em sua superfície que a pelicula glicoprotéica vai se aderir, promovendo inflamação.

Sabe-se que 80% dos pacientes tem uma melhora do quadro, porém é importante levar em conta que a placa bacteriana também se adere à língua, palato, mucosas, podendo causa recivida do quadro em 20% dos felinos com GECF. Para este grupo, pode-se optar pela extração total dos dentes, e ainda assim, se não houver melhora. o paciente pode ser mantido com medicações, como paleativo.

Todo o tratamento dentário para GECF deve ser acompanhado pelo clínico geral / especialista em medicina felina, uma vez que há necessidade de avaliações para FIV, FELV e Calicivirus, e quando resultado positivo, necessita de suporte clínico para somar ao tratamento e manutenção das condições de saúde oral.

 
Processo inflamatório severo, afetando região do arco glossopalatino, de forma bilateral, configurando a GECF.


Paciente com Gengivoestomatite Crônica dos Felinos, com processo inflamatório exacerbado, gerando proliferação de tecido.





Cavidade oral com inflamação severa, configurando o GECF.
 
Hiperplasia gengival secundária a GECF.
 
Paciente, 30 dias após extração dos dentes posteriores aos caninos, com resolução da Gengivoestomatite Crônica dos Felinos.
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MV, Esp, PhD, Marco Antonio Leon
Médico Veterinário formado pela FMVZ/USP
Doutor (Stricto sensu) em Cirurgia pela FMVZ/USP
Especializado (Lato Sensu) em Odontoveterinária pela Anhembi/Morumbi
Professor do Curso de Especialização em Odontologia Veterinária da USP
 
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